quarta-feira, 30 de abril de 2008

Jogo de palavras

Coisas engraçadas e surpreendentes acontecem quando menos esperamos. Gosto quando essas coisinhas brotam do além. Fiquei pensando na reação de uma certa pessoa, no entanto. Coisas assim nos fazem sentir vivos, respirar melhor, pensar melhor.
Um jogo de palavras pode se tornar muito perigoso. Eu já sabia disso, mas pude relembrar. Foi bom brincar com você, mas teria sido ainda melhor se a brincadeira tivesse sido real. Ó céus!
Deixe-me calar meus pensamentos que já me vêm os calafrios...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O castelo de gelo

É realmente mais fácil se acomodar em atitudes e dizer "eu sou assim" do que mudar. Geralmente quem não aceita críticas é porque sabe que no fundo está errado e não consegue sequer encarar a situação. Não sabe como agir, não sabe como pensar.
Situações assim são ótimas para nos fazer enxergar com muita clareza a realidade. As respostas que vinha buscando há tempos me vieram como um tiro de canhão. Ótimas respostas. Adoro ainda mais a sinceridade que vem com os atos de outro e não de palavras. As palavras podem enganar, mas as atitudes são o que são e ponto. É muito fácil se colocar em posição de vítima e não achar nada justo. Ora, é por isso que a vida é como é pra quem age assim. Os tapas na cara vêm ardendo como nunca, mas ainda assim se cega para ver o que é necessário.
Eu cansei. Tive minha cota e essa já se esgotou.
Não vou perder meu tempo e muito menos minha saliva tentando esclarecer coisas. Cada um que seja responsável por suas ações e que depois se vire com suas consequências. Não vou atrás, não vou gastar palavras com mais ninguém. O que me deixa feliz é poder enxergar a situação de um ângulo muito bom. Hoje vejo que estou deixando de ser idiota. Ainda falta um pouco, mas estou chegando lá!
Caminho em um castelo de gelo. Apenas observo. Olho tudo a minha volta e vejo pessoas perdidas, sem rumo, sem saber o que fazer ou para onde ir. Aquela cena ficará pra sempre em minha mente. Também não sei muita coisa, mas não me permito chegar a esse ponto. Não sou fraca desse jeito. Quando penso que estou fraca, estou mais forte. Tenho percebido isso. A sutileza às vezes vem como a folha que cai de uma árvore...é bem mais fácil dizer não agora!

Quero distância, distância!

Fecho-me em um mundo de pensamentos e indagações. Gostaria de entender porque tudo é tão complicado, mas como sei que não acharei respostas, apenas sigo meu caminho.

Ao invés de perder ainda mais tempo com futilidades, vou me ater aos sábios que tudo dizem: os livros!

Hoje pensei em você e pensei em como queria te dar um abraço bem apertado e receber outro em troca. Não sei porquê me deu essa vontade, mas deu. Acho que você me entende em maneiras que muitos não entendem. Senti saudades e pensei em como as coisas talvez pudessem ter sido diferentes. Senti seu cheiro e lembrei de coisas que gostaria de não ter lembrado.

É, ficou apenas na memória. Saudades...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Metade

Dias de outono. Adoro a chuva, o cinza e a neblina que enfeita a noite. Talvez o outono seja uma estação melancólica e por isso me identifico um pouco com ele. Engraçado como estações mudam nossos sentimentos, nosso pensar e talvez até influenciem certas atitudes. O outono, por exemplo, me traz saudade.
Às vezes não entendo as coisas. Às vezes finjo não entender. Sei que muitas vezes o que está diante dos olhos não é que o que gostaríamos de ver e nem tudo é real. Conseguimos enxergar o que queremos e algumas pessoas fazem com que enxerguemos o que elas querem que vejamos. Algumas preferem não ver. Gostam de se cegar, mesmo que momentaneamente porque é preferível não ver do que enfrentar a dor.
Não sei o que lhe passa pela cabeça. Gostaria até de entender, mas acho que um dia irá perceber que fugir das situações e se engalfinhar em tudo o que parece novo pra não ter que lidar com o que é constante foi uma de suas maiores besteiras. Mantenho-me calada porque não cabe a mim lhe dizer isso, mas não estou cega. Meu amor e preocupação por você me mantêm enxergando...sempre!
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Corro. Corro. Corro. Corri e continuo correndo. Quando irei parar? Nunca. A corrida me cansa, me traz alegria, medo, desgosto e satisfação. Mas uma pitada de otimismo tem me inundado. Quero crer. Sentirei a satisfação em cada poro de minha pele. Poros. Satisfação. Sentimentos. Emoções. Tudo embolado em um grande novelo sem fim. Ou será que há um fim de fato?
Ah, essa música. Por isso eu amo tanto Adriana Calcanhoto. Essa música é tão...expressiva. É, metade é o que somos. Nunca me sinto completa e não me refiro a homem algum. É que sempre tenho a sensação de que me faltam coisas e que nunca estou inteira. E não estou. MESMO. Ninguém nunca está. Se estivesse, não evoluiria. Eu acho que não deixo a porta aberta e perco sempre as chaves de casa. O que será que acontece?
Ontem me deu uma certa saudade de você. Não saudade de quem ainda gosta, mas saudade simplesmente do que já passou, dos momentos que ficaram pra trás. Já chorei muitas vezes ouvindo essa música pensando em você. Eu e você. Não daria certo, mas nos entendemos muito bem em coisas essenciais. Era disso que senti saudades ontem. Do cheiro, da sensação, do toque. Agora você tem sua vida e eu a minha. Cada um em uma paralela. Isso é lindo! E posso falar isso hoje, com o coração aberto, palpitando fora do peito de felicidade. Mentira. Ainda dói. Às vezes dói porque você não consegue me explicar os motivos e eu continuo pensando que era eu. Mas acho que não teria dado certo...não sei.
Onde será que você está agora?
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I'll never settle in Oklahoma.
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Maybe I would have...who knows!
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Mas como eu disse ontem, eu não dava pro Caetano Veloso mesmo. Pro Chico Buarque acho que sim. O Caetano é muito arrogante pro meu gosto. E eu gosto dos olhos azuis do Chico e acho ele mais poético. Sei lá. Questão de gosto mesmo.
Agora chega. Minha coluna está praticamente produzindo espasmos e eu me sinto mais feliz de simplesmente ter lançado aqui essas palavras tortas !