Como explicar a saudade daquilo que nunca se teve? Seria saudade das cenas que ficam apenas na imaginação? Não encontro uma maneira de explicar, mas sinto falta daquilo que ainda não tive.
Ultimamente tenho me sentido tão estranha, como se uma parte de mim estivesse perdida pela órbita terrestre. Às vezes penso que é a idade; às vezes penso que é o estado de espírito. Na verdade, acho que é uma combinação das duas coisas.
O que eu não gosto é viver essa situação atual: viver de expectativa. As pessoas perguntam, me cobram e não sei o que dizer, nem ao menos o que esperar. Às vezes tenho a sensação de que sou nutrida por essas imagens, devaneios, sonhos e expectativas e aí penso: o que me aconteceria se perdesse, nesse momento, tudo isso? Eu sei...eu iria sucumbir e definitivamente sei que o fio de esperança que me corre nas veias agora iria embora porque eu cansei e neste momento vivo meu último suspiro.
Não tenho conseguido viver no presente porque estou sempre em busca do dia de amanhã, porque é um dia a menos para chegar onde quero chegar. Mas essa chegada existe, ou existe apenas em minha cabeça? É disso que tenho muito medo.
Me sinto vazia, oca, opaca e diferente. Acho que sou uma bolha de ar voando sem rumo. Não sei o que fazer, o que pensar e estou sem chão. Não espero mais nada das pessoas porque já comecei o ano com tantas decepções. Apenas quero ficar no meu cantinho, quietinha, esperando...o que tiver que ser, será e como diria Maysa "se meu mundo cair, eu que aprenda a levantar". O problema é esse. Já caí tanto que estou cansada de levantar. Procuro apenas uma certa estabilidade. Não precisa nem ser 100% porque não creio que conseguimos estar 100% estáveis, mas pelo menos não quero mais viver nessa incerteza que me corrói.
Estou tendo várias crises de ansiedade repentinas e aí entro em pânico porque não sei o que fazer e a sensação que eu tenho é justamente essa: de que tenho que fazer algo. Mas a respeito de quê? Tenho tanto medo de ser enganada novamente, iludida e de fazer papel de boba.
Não faça isso comigo.
Eu lavei minha cara de palhaça e espero que nunca mais me pintem novamente.
Ultimamente tenho me sentido tão estranha, como se uma parte de mim estivesse perdida pela órbita terrestre. Às vezes penso que é a idade; às vezes penso que é o estado de espírito. Na verdade, acho que é uma combinação das duas coisas.
O que eu não gosto é viver essa situação atual: viver de expectativa. As pessoas perguntam, me cobram e não sei o que dizer, nem ao menos o que esperar. Às vezes tenho a sensação de que sou nutrida por essas imagens, devaneios, sonhos e expectativas e aí penso: o que me aconteceria se perdesse, nesse momento, tudo isso? Eu sei...eu iria sucumbir e definitivamente sei que o fio de esperança que me corre nas veias agora iria embora porque eu cansei e neste momento vivo meu último suspiro.
Não tenho conseguido viver no presente porque estou sempre em busca do dia de amanhã, porque é um dia a menos para chegar onde quero chegar. Mas essa chegada existe, ou existe apenas em minha cabeça? É disso que tenho muito medo.
Me sinto vazia, oca, opaca e diferente. Acho que sou uma bolha de ar voando sem rumo. Não sei o que fazer, o que pensar e estou sem chão. Não espero mais nada das pessoas porque já comecei o ano com tantas decepções. Apenas quero ficar no meu cantinho, quietinha, esperando...o que tiver que ser, será e como diria Maysa "se meu mundo cair, eu que aprenda a levantar". O problema é esse. Já caí tanto que estou cansada de levantar. Procuro apenas uma certa estabilidade. Não precisa nem ser 100% porque não creio que conseguimos estar 100% estáveis, mas pelo menos não quero mais viver nessa incerteza que me corrói.
Estou tendo várias crises de ansiedade repentinas e aí entro em pânico porque não sei o que fazer e a sensação que eu tenho é justamente essa: de que tenho que fazer algo. Mas a respeito de quê? Tenho tanto medo de ser enganada novamente, iludida e de fazer papel de boba.
Não faça isso comigo.
Eu lavei minha cara de palhaça e espero que nunca mais me pintem novamente.
