sexta-feira, 14 de março de 2008

A little bit of Carrie in my life

O que poderia ser dito a esta hora da noite? Incrível como a capacidade de produção das pessoas é algo extremamente pessoal. Geralmente meu pico criativo ou minhas melhores inspirações acontecem na noite. Talvez porque meu cérebro se encontre tão cansado que as idéias já pulam pra fora por si só para não ter que dar trabalho a ele. Talvez seja apenas um monte de besteira, como um surto noturno.
Quero escrever.
Sempre que assisto Sex and The City minha cabeça fica meio virada. Talvez porque os roteiros sejam tão bons e as personagens tão reais. Ora, se eu tivesse que ser uma delas, provavelmente seria uma mistura de Carrie com Samantha, mas meu lado Carrie sobressai. Vejamos: amo moda, roupas e especialmente sapatos; gosto de escrever; sempre acabo recorrendo a minhas amigas pra pedir conselhos amorosos; sempre quis estar em Paris; vivo em crises com o mundo e comigo mesma, e, acima de tudo, quero um amor louco, intenso e verdadeiro, embora ainda me encontre na primeira temporada e nem um pouco pronta para amar.
Tenho descoberto que amar não é nada fácil. Na verdade eu já sabia disso, mas havia me esquecido. Há tantas formas de amar, mas sempre sonhamos com aquela que parece ser perfeita, que irá tirar seu fôlego, que te colocará um sorriso no rosto antes de dormir, que te trará arrepios, insônia, frio na barriga e ao mesmo tempo, irá fazer com que você se sinta a pessoa mais importante do mundo. A partir do momento em que se ama, sentimos que somos únicos, indestrutíveis, valentes, preenchidos, poderosos e o melhor de tudo: felizes. O que esquecemos é que a felicidade sempre anda de mão dadas com a dor – é, porque para amar, é necessário sofrer. Não que seja necessário, mas sempre acontece. E eu ressalto: sempre! Você pode estar com a pessoa mais compatível, mas sempre terá um momento de crise, de tensão. As brigas fazem parte do relacionamento, da aprendizagem, do compartilhar. Enquanto são apenas brigas que ajudam a construir o relacionamento e esclarecer as coisas, ótimo! O problema é quando se tem uma briga que os leva ao ápice da dor: o término.
Quando chega o término, desejamos ter feito tudo diferente. Queremos sair correndo e passar uma borracha em cima de todos os erros. Infelizmente isso não é possível, mas é assim que nos sentimos. Pensamos em todas as besteiras que cometemos, em todas as palavras que poderiam não ter sido ditas, em todos os gestos de carinho que poderiam ter sido demonstrados. Agora é tarde demais. Às vezes tem volta. Às vezes não. Lidar com o não nunca é fácil. Difícil também é pensar em todas as coisas que ficaram apenas no plano do pensamento e não foram feitas com a pessoa amada. Quando estamos junto de alguém, a mente vai muito além do que queremos e imagina cenas, momentos únicos, remete a sensações e assim, passamos a buscar por essas coisas com o objetivo de trazê-las para o plano real. A busca, de certa forma, continua quando o relacionamento acaba porque temos de lidar com nossas frustrações íntimas, que ficam lá no âmago de nosso ser. O que fazer com todo o sentimento que restou? Para a maioria das pessoas, só resta esperar o tempo fazer a poeira baixar e tentar seguir em frente. Aí vem aquele pensamento de que se não tivéssemos conhecido tal pessoa, agora não estaríamos passando por isso. Mas é assim mesmo! Se não houvesse esse tipo de coisa, como haveria progresso? Que emoção teríamos na vida? Não começaríamos nada pelo simples medo de não dar certo.
Eu, como a maioria das meninas, sempre sonhei com o príncipe encantado. Não quero que ele venha em um cavalo branco, mas quero que ele simplesmente arrebate meu coração e assim como a Carrie, quero que ele me dê um amor louco, intenso e verdadeiro, mas ainda não estou pronta pra isso. Na verdade, nem um pouco pronta. Vi que tenho mil coisas para modificar em mim mesma antes de estar com alguém. Ninguém tem culpa dos meus erros, problemas e defeitos e muito menos de ter que me “consertar”. Preciso entrar em um relacionamento comigo mesma e me entender antes. Fazer aquela reforma na casa e depois convidar pessoas para visitá-la, pois sempre haverá alguém disposto a comprá-la, mas no momento certo.
Enquanto isso, vou vivendo meus dias sabendo que as falhas e defeitos que mais me assombram são meu maior desafio presente. Não posso deixar que essas coisas sejam enormes bolas de neve em meu caminho. Tenho que encarar os fatos de frente e buscar a felicidade no presente sendo alguém melhor e mais feliz – eu comigo mesma.

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