domingo, 17 de agosto de 2008

Expurgação

Parte I
Expurgo a banalidade
A falsidade
A podridão de atitudes
As falsas palavras
O jogo invertido
As ações premeditadas
As lágrimas falsas
Como se naquele dia, elas tivessem me comovido
Sempre soube que você não valia nada
E ainda assim,
Caí em sua cilada.
Patética,
Idiota,
Podre.

Parte II
Você, eu expurgo por completo
As feridas de minha pele te expelem
Você me deixou marcada
Os vergões são muitos
As unhas parecem querer arrancar do coro
Aquilo que um coração que grita
Sente nojo
Mas não há ferida na pele que doa tanto
Como ser feita de idiota
Que tomem meu corpo todo
Que as unhas arranquem tudo aquilo que não consigo alcançar por dentro
Estou deformada
E não achei que você, um dia, fosse me fazer tão mal assim
Se me visse agora, não teria coragem de olhar pro monstro
Em que você me transformou.

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