sexta-feira, 19 de março de 2010

Hope

Em meio as divagações noturnas, fecho os olhos e vejo as ruas nova-iorquinas com suas luzes brilhantes, a brisa fria e pessoas andando de cabeça ora erguida ora baixa, pensando no dia que se passou e no que o amanhã trará. Barulhos, sirenes, buzinas dos carros que passam pelas ruas. A cidade de Nova York é como mágica para mim. É como se lá tudo pudesse acontecer, é como se um segundo fosse precioso demais para se desperdiçar; há uma esperança no ar, é como estar dentro de um filme. Às vezes eu pegava o trem depois do trabalho e ia para lá só para andar pelas ruas, me sentir viva e olhar a cidade. Me lembro daquele pier perto da estação. Às vezes me sentava lá, com aquela brisa fria que vinha do rio e pensava que lá era um lugar em que poderia morar para sempre, pois havia algo no ar que me deixava feliz e acho que era esperança de que lá as coisas poderiam acontecer.

A verdade é que as coisas podem acontecer em qualquer lugar.
E também podem não acontecer.

Eu sou sonhadora demais. Sou daquelas pessoas que anda na rua e já imagina a trilha sonora pro momento. Não sei se as outras pessoas são assim também, se ficam imaginando coisas e situações para aquele lugar, aquele momento. Queria que algumas coisas mudassem na minha vida neste momento. Eu preciso de um emprego. Nunca fiquei sem trabalhar e de repente, me ver assim, formada, tendo estudado tanto, morado fora e nada...nada. É como se sentir uma latinha amassada jogada na sarjeta. Essa fase está sendo extremamente difícil para mim. Faço testes, mando currículos e nada. Estou vivendo pela fé nesses dias.
Não quero sair de Bauru agora. Estou me sentindo tão bem na igreja, sinto que estou crescendo espiritualmente e isso mexe comigo porque sei que se sair daqui agora, as coisas irão mudar. Teria que procurar uma igreja em outra cidade, ver se a doutrina condiz com o que acredito, ver se me sinto bem naquele lugar...não é tão simples quanto parece e minha vida religiosa pesa muito em minhas decisões hoje.

Só sei que queria acordar amanhã, abrir a janela, ver um sol lindo e receber aquele telefonema dizendo que há um emprego pra mim. Ai eu me sentiria segura, me sentiria alguém novamente porque ultimamente tenho me sentido qualquer coisa, menos gente. Essa sensação de inutilidade tem me perseguido esses dias. Queria ver a página sendo mudada e uma nova história começando a ser escrita.

Eu sinto que um dia, quando estiver mais madura, com ideias mais sólidas em minha mente, pegarei trechos de minha história e misturarei com tantas outras coisas e criarei um personagem fictício e escreverei um livro. Sempre sonhei em escrever um livro. Só preciso pensar no enredo e por enquanto acho que não é hora porque os enredos simplesmente vêm à mente. Se você tiver que pensar demais não é legal, não é natural e ai acho que a história fica muito forçada. Um dia as peças vão se encaixar e ai quem sabe as páginas não serão preenchidas com uma história legal?

Esperança. É, esperança. É de você que eu preciso.

2 comentários:

Eduardo Montanari disse...

Eu não estou desempregado, mas mesmo assim estou preocupado, pois meu contrato vai apenas até novembro e saindo de lá, ainda não tenho perspectiva alguma de outro emprego. Não tenho curso superior nem nada. Se eu ficar desempregado, aí sim a depressão me pega firme.
Também sou assim, de ficar caminhando e imaginando a trilha sonora da minha vida. Geralmente isso fica bem real com um MP4 no ouvido auditivo. Na maioria das vezes é Paul Simon & Andy Garfunkel.

Paula Baiadori disse...

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