domingo, 10 de agosto de 2008

Ruínas

Transparência às vezes nem sempre é tão transparente. Máscaras nunca deixarão de existir, mas algumas nem são ruins ou prejudiciais. Essenciais, diria. O que faríamos se tivéssemos que lidar com a verdade escancarada diante de nossos olhos quando não queremos enxergar algo?
É forte, mas é real.
Um momento de ruptura. Uma desbravadora de almas. Algumas coisas parecem óbvias demais para que a enxerguemos ao primeiro olhar. Fixe seus olhos. Pisque. Olhe novamente e feche os olhos. A verdade é que tudo já se rompeu, o passeio pelas torres já foi feito e agora, é hora de visitar as ruínas. Algumas coisas simplesmente são facilmente percebidas, outras, exigem um pouco mais de tempo e atenção, como aquele tijolo que está fora do lugar, ou aquele racho na parede. É, eles existem. E no entanto, há de se aceitar que aquele racho pode ser tapado, consertado ou pode permanecer na parede por um bom tempo. A verdade é que não adianta tentar se proteger tanto assim porque ninguém é inatingível e quando menos esperar, alguém irá te atingir. Seja da maneira que for, você sentirá a dor e são essas as coisas que vão te fazer ser alguém melhor e mais forte. Não adianta usar escudos o tempo todo, pois sempre haverá um momento em que o mais atento encontrará uma brecha.
Apenas renda-se e deixe que o passeio pelas catacumbas aconteça...

1 comentários:

Anônimo disse...

minha conpanhia é reflexiva e inspiradora
mesmo/ainda mais bêbada

hahahaha

odeio minha perda de memória.

bjos