Às vezes eu fico assim, jururu, pensando que a grama do vizinho sempre é mais verde e tentando entender porque tudo na minha vida parece ser tão difícil. Nada simplesmente vem, cai do céu ou acontece porque pra cada coisa que eu consigo, ou consegui, eu tenho uma cicatriz e uma história pra contar. Tudo bem, talvez você ache que assim é bem mais legal e que estou reclamando de barriga cheia, mas não é bem assim mesmo. Tudo sempre foi muito difícil, com muita luta e muito esforço. Nunca consegui nada por acaso e às vezes isso me cansa muito.
Ter que provar quem você é e o seu valor pras pessoas a sua volta já pe cansativo, imagine o resto. Assistindo a esses seriados que não deixam de ser babacas, eu me entupo ainda mais de sonhos e frustrações daquilo que nunca fui e que talvez nunca seja. Eu me pego pensando como será que é ter a vida de uma Lauren Conrad, por exemplo, porque se eu fosse ela, eu acho sinceramente que teria conseguido ainda mais. Uma menina dessas nasceu com a "bunda virada pra lua" como dizem por aí. Natural da Califórnia, família rica, bonita, com a MTV fazendo de sua vida um reality show e ainda por cima, consegue um estágio na Teen Vogue. O que mais ela pode querer?
Eu queria que essa sensação de que meu lugar não é aqui passasse. Me sinto assim há muito, muito tempo e a conexão que tenho com os Estados Unidos é inexplicável. Lá eu me sinto em casa, por incrível que pareça. Então, eu fico vendo esses seriados e viajando na maionese feito uma tonta. Eu sei que vou ter que dar a cara a tapa novamente, que vou ter que me preparar e correr a maratona pela terceira vez e que isso vai levar ainda mais tempo, mas eu espero, sinceramente, que dessa vez eu consiga o que venho tentando há tantos anos porque acredite, uma hora, tudo cansa.
Sabe o que eu queria? Eu queria ser americana, loira, de olhos claros, bem magrinha, daquelas que come o dia inteiro e não engorda uma grama e ainda emagrece se passa nervoso; queria ter uma família rica, uma mercedes conversível, várias bolsas de grife, uma gaveta com pelo menos 20 óculos de sol de marca gigantescos, um closet abarrotado de roupas do tamanho do meu quarto atual e todas size 4, uma parede com mais de 100 pares de sapatos, toda a maquiagem do mundo que eu amo, mais de 50 vidros de perfumes e muitos cremes, uma banheira gigantesca pra eu poder relaxar; queria ter todos os caras mais populares no meu pé e poder dispensar todos porque no momento "eu estaria de boa"; ir pra faculdade na UCLA; morar em Hollywood e passar as férias em Miami Beach e agir como se eu fosse realmente a única bolacha do pacote. Tudo isso por um final de semana. Sabe por quê? Só pra saber se elas são tão felizes quando eu penso ou pra ver se minha vida é tão patética quanto eu acho que é. Aí, então, talvez eu entendesse a matemática da vida e me conformasse.
Ter que provar quem você é e o seu valor pras pessoas a sua volta já pe cansativo, imagine o resto. Assistindo a esses seriados que não deixam de ser babacas, eu me entupo ainda mais de sonhos e frustrações daquilo que nunca fui e que talvez nunca seja. Eu me pego pensando como será que é ter a vida de uma Lauren Conrad, por exemplo, porque se eu fosse ela, eu acho sinceramente que teria conseguido ainda mais. Uma menina dessas nasceu com a "bunda virada pra lua" como dizem por aí. Natural da Califórnia, família rica, bonita, com a MTV fazendo de sua vida um reality show e ainda por cima, consegue um estágio na Teen Vogue. O que mais ela pode querer?
Eu queria que essa sensação de que meu lugar não é aqui passasse. Me sinto assim há muito, muito tempo e a conexão que tenho com os Estados Unidos é inexplicável. Lá eu me sinto em casa, por incrível que pareça. Então, eu fico vendo esses seriados e viajando na maionese feito uma tonta. Eu sei que vou ter que dar a cara a tapa novamente, que vou ter que me preparar e correr a maratona pela terceira vez e que isso vai levar ainda mais tempo, mas eu espero, sinceramente, que dessa vez eu consiga o que venho tentando há tantos anos porque acredite, uma hora, tudo cansa.
Sabe o que eu queria? Eu queria ser americana, loira, de olhos claros, bem magrinha, daquelas que come o dia inteiro e não engorda uma grama e ainda emagrece se passa nervoso; queria ter uma família rica, uma mercedes conversível, várias bolsas de grife, uma gaveta com pelo menos 20 óculos de sol de marca gigantescos, um closet abarrotado de roupas do tamanho do meu quarto atual e todas size 4, uma parede com mais de 100 pares de sapatos, toda a maquiagem do mundo que eu amo, mais de 50 vidros de perfumes e muitos cremes, uma banheira gigantesca pra eu poder relaxar; queria ter todos os caras mais populares no meu pé e poder dispensar todos porque no momento "eu estaria de boa"; ir pra faculdade na UCLA; morar em Hollywood e passar as férias em Miami Beach e agir como se eu fosse realmente a única bolacha do pacote. Tudo isso por um final de semana. Sabe por quê? Só pra saber se elas são tão felizes quando eu penso ou pra ver se minha vida é tão patética quanto eu acho que é. Aí, então, talvez eu entendesse a matemática da vida e me conformasse.

2 comentários:
Você acha mesmo que alguém consegue ser feliz com a MTV fazendo de sua vida um reality show?
Não gostei do texto. Conheço pessoas muito ricas, que em nivel de matéria tudo podem e podem tudo...Elas estão procurando nas coisas, nos objetos algo que deveras está dentro delas. Essa relação de coisificação como chamou-na Edgar Morin está intricada, arraigada à nossa sociedade. Vc pode ter as mesmas sensações dessa moça que citou, dentro do seu universo. Eu vivo isso! Comprei-me coisas simples, que num primeiro momento que alegraram muito, quis mais, tive mais e me dei conta: Não está nas coisas, está dentro de mim, preciso me encontrar. Saca? A vida está no que somos ou podemos nos tornar e não no que temos. Pensar como está no seu texto é legitimar uma existencia engessad na mediocridade,a uma busca sem sentido, sem busca.isso é forte, mas é o que penso e mais:é o que vivo!
Beijo, amo-te
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