segunda-feira, 21 de julho de 2008

O jogo

Para mim, isso é um monte de nada
Faz parte de uma utopia, embora seja uma palavra pesada
De uma situação que insiste em me assombrar.
É como naquele retrato, que numa fração de segundo,
Fitou o enigma do teu olhar.
Canso-me de sensações efêmeras,
De cirandas voláteis
De jogos que fingimos não jogar.
A quem enganas?
Aparentemente, podes negar
Porque por dentro queima aquela sensação que insistes não enxergar.
Basta apenas uma fagulha,
Para o fogo começar a queimar.
Jogam-se os dados, a partida irá começar.
Quem dá mais?
Aposte todas as suas fichas
Pois nesses jogos, eu sei
Que a sorte pode mudar
O que o destino nos reservou, o medo pode atrapalhar
Ata-me a um barbante
E lança-me no ar
Observa o fio pulsante, que balança pra lá e pra cá
Não tenhas tanta certeza de que o fio irás alcançar
Pois o que sei, no final disso tudo
É que nesse jogo não irei me entregar.

3 comentários:

Anônimo disse...

quem será esse sortudo?
tem pessoas que não sabem lapidar os diamantes que encontram...

grazi shimizu disse...

Amigos

Tenho amigos que não sabem

o quanto são meus amigos.



Não percebem o amor que lhes devoto

e a absoluta necessidade

que tenho deles.



A amizade é um sentimento mais nobre

do que o amor, eis que

permite que o objeto dela

se divida em outros afetos,

enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,

que não admite a rivalidade.



E eu poderia suportar,

embora não sem dor,

que tivessem morrido todos os meus amores...



Mas enlouqueceria se morressem

todos os meus amigos!



Até mesmo aqueles que não percebem

o quanto são meus amigos e

o quanto minha vida depende

de suas existências ...



A alguns deles não procuro,

basta-me saber que eles existem.

Esta mera condição me encoraja

a seguir em frente pela vida.



Mas, porque não os procuro com assiduidade,

não posso lhes dizer o quanto gosto deles;

Eles não iriam acreditar...



Muitos deles estão lendo esta crônica

e não sabem que estão incluídos

na sagrada relação de meus amigos...



Mas é delicioso que eu saiba

e sinta que os adoro,

embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,

noto que eles não tem noção de como

me são necessários...

de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,

porque eles fazem parte do mundo que eu,

tremulamente, construí e

se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.



Se um deles morrer,

eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo!



Por isso é que, sem que eles saibam,

eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é,

em síntese, dirigida ao meu bem estar.

Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.



Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,

cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,

compartilhando daquele prazer ...



Se alguma coisa me consome e me envelhece

é que a roda furiosa da vida

não me permite ter sempre ao meu lado,

morando comigo, andando comigo,

falando comigo, vivendo comigo,

todos os meus amigos, e, principalmente

os que só desconfiam ou talvez

nunca vão saber que são meus amigos!



A gente não faz amigos, reconhece-os

grazi shimizu disse...

o vinícius de moraes conseguiu explicar o que eu sempre tentei e nunca consegui...