Escolhas. Tudo, absolutamente tudo na vida acontece proveniente de uma escolha. Neste momento escolho deixar o medo de lado e a face exposta aos tapas que possam vir. Se vierem, não arderão tanto assim porque na verdade já escolhi uma atitude madura ao invés de qualquer lágrima de menina que possa querer vir. Não escolho mais sofrer por coisas que não valem a pena e está na hora de enfrentar de uma vez por todas meus próprios fantasmas.
Não quero mais planos arquitetônicos, nem monumentos faraônicos e muito menos passar horas queimando neurônios pensando no que seria certo, no que deveria fazer. Pouquíssimas são as vezes em que atitudes denominam-se certas ou erradas porque cada escolha te guiará por um caminho, não importa qual seja ele. É preciso agir porque o aprendizado, de um jeito ou de outro, virá.
Mergulho numa sensação intimista de aconchego dentro de mim mesma. Há uma sensação de missão cumprida, um pouco de incerteza e dúvida, mas não mais medo. Sinto que posso simplesmente erguer minha cabeça e andar em paz; ler uns bons livros, trocar algumas palavras, observar o azul do céu, pensar em frases perfeitas de filmes que se encaixam em minha vida, ouvir todas as músicas melancólicas que quero e sentir uma alegria quase que agonizante de alguém que finalmente está saindo de seu casulo. A solidão já não me assusta mais e há um fio de esperança na ponta de meus dedos, no meio dos meus olhos e no tom da minha voz que me embraçam e me embalam em um sentido pleno, sincronizado, lindo.
É bom viver e sentir-se viva. O coração dispara, as palavras ora fogem, ora vêm como labaredas certeiras em meio a um coração morno que apenas deseja ser despertado. O meu encontra-se inquieto, porém muito em paz porque não estou permitindo divagações sobre o irreal.
Escolho viver este momento de maneira arbitrária e plena. Um pouco de calma e serenidade me farão muito bem juntamente com a companhia de ótimos livros e um pouco de silêncio. E logo eu, que quando penso que estou sendo desconexa é quando mais faço sentido.
Congratulations, little girl. You're definitely growing up and making sense.
Ouvindo Lonely - Yael Naim

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