domingo, 15 de junho de 2008

You and I: volume III

Depois de assistir Sex and the City na telona, não tem como não se sentir "Carried away". It happens to me everytime. Sempre que vejo aquelas quatro mulheres e me deparo com seus dilemas, bato de frente com os meus. Sim, talvez 99% das pessoas que são fãs do seriado sintam-se da mesma maneira, mas gosto de pensar que sou única.
O filme apenas serviu pra me lembrar de todos os fantasmas que vêm me perseguindo por todos esses anos. Será, que assim como Carrie, não estou buscando algo que já encontrei, que acontece em volumes e em diferentes temporadas?
Na verdade não busco mais. A sensação de que a busca nunca deu em lugar algum é uma sensação horrível e sim, me cansei. Não quero mais joguinhos de sedução, mais cantadas baratas e planos quase que arquitetônicos pra conquistar alguém. Eu acredito, agora, mais do que nunca, que já encontrei o que procurava, mas ainda não posso tê-lo. Sim, como se dez anos já não fossem tempo suficiente.
Se eu estou aqui e você aí, é porque existe algum motivo. Não sei quais foram as razões de você ter escolhido esse caminho, mas algum motivo tem. Eu tenho que estar aqui agora. Não sei o que seria além de estudar e entrar em crises constantes, mas sei que meu lugar não é aqui. Ainda não é tempo. Tenho que crescer, amadurecer mais, deixar a adolescente de lado e virar mulher de uma vez por todas. Chega de joguinhos banais, de palavras tortas, de ações que não significam nada de buscas incessantes. Dez anos devem valer alguma coisa, não acha?
Eu quero um dia olhar pra você e sentir a mesma sensação que senti quando te vi vindo em minha direção naquele aeroporto. O medo, a ansiedade, o pânico e a felicidade de vê-lo ali, bem do meu lado; quero me sentar com seus pais, falar besteiras, tentar entender porque você coleciona tantos carrinhos e porque te assustei por tanto tempo. Você era como um cavalo indomável e eu, a fera domada. Você fora o único que realmente conseguiu meu respeito e eu o respeito muito por isso.
Quando você se casou, me senti como Carrie abandonada por Mr. Big no dia do casamento. Não, você não me deixou no altar, mas levou outra pra ele. Eu teria tido a mesma reação: teria despedaçado as rosas na sua cara e o chamado de idiota pra mais. Você foi muito imaturo de ter agido por impulso, agora está colhendo o que plantou. Se nossos caminhos vão voltar a se cruzar um dia, eu não sei, mas sei que nossa história não acabou. Ainda há muito a ser dito e vivenciado, seja como for.
Você carrega uma parte de mim, eu carrego uma parte de você e enquanto isso, vou tentando juntar as outras. Talvez, então, possamos juntar aquelas que estão faltando.

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